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Tartarugas Marinhas da Guiné-Bissau

A Guiné-Bissau é de importância global para a conservação das tartarugas marinhas, abrigando uma das maiores populações de tartarugas-verdes do mundo. A tartaruga-olivatartaruga-de-escama, e tartaruga-de-couro também nidificam nas praias dos Bijagós e existem importantes áreas de desenvolvimento para as tartarugas-verdes juvenis. A captura ilegal de tartarugas e seus ovos, as capturas acessórias de embarcações de pesca industrial e artesanal e o declínio do habitat de desova devido à erosão costeira, inundações, práticas de turismo desreguladas e predação por espécies invasoras são as principais ameaças.

Chelonia mydas

Eretmochelys imbricata

 Dermochelys coriacea 

 Lepidochelys olivacea 

As tartarugas marinhas existem há mais de 120 milhões de anos. Elas sobreviveram à extinção em massa que dizimou os dinossauros. Desde a pré-história, os humanos exploram as tartarugas marinhas, principalmente para o consumo da sua carne e ovos e para cerimónias religiosas. Outros produtos, como óleo, cartilagem e carapaça, também são utilizados ​​na medicina tradicional, ou para fabricar jóias e outros artigos de luxo. Isso levou a declínios populacionais em larga escala e a extinções locais.

 

Mais recentemente, novas ameaças tornaram-se extremamente importantes, comprometendo a sustentabilidade de várias populações em todo o mundo: a captura acidental de pescarias industriais e artesanais, a degradação de habitats devido ao desenvolvimento costeiro e turismo em massa, a erosão costeira, os plásticos e poluição por óleo e a introdução de espécies invasoras em áreas de reprodução.

 

Sete espécies de tartarugas marinhas sobreviveram até aos nossos dias: a tartaruga verde Chelonia mydas, a cabeçuda Caretta caretta, a tartaruga-de-escama Eretmochelys imbricata, a tartaruga-de-couro Dermochelys coriacea, a tartaruga oliva Lepidochelys olivacea, a tartaruga 'kemp ridley' Lepidochelys kempii e a tartaruga 'flatback' Natator depressus.

 

Com exceção da última, encontrada apenas nas águas costeiras da Austrália e Papua Nova Guiné, e da tartaruga kemp ridley, limitada ao Golfo do México e noroeste do Atlântico subtropical e temperado, as outras cinco espécies têm uma distribuição global, nidificando em praias tropicais ( C. mydas, E. imbricata, D. coriacea, L. olivacea) ou subtropicais a temperadas (C. caretta).

 

Seis das sete espécies estão classificadas na lista na Lista Vermelha da União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN), seja como 'vulnerável' (tartaruga-cabeçuda, de couro e oliva), 'ameaçada' (tartaruga-verde) ou 'criticamente em perigo' (tartaruga-de-escama e kemp ridley).

QUATRO DAS SETE ESPÉCIES DE TARTARUGAS MARINHAS DESOVAM NA GUINÉ-BISSAU