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As tartarugas marinhas ocupam habitats variados em diferentes estágios de desenvolvimento, tais como praias arenosas onde nascem e nidificam, áreas costeiras de alimentação e o oceano aberto, que cruzam nas suas migrações, e por isso enfrentam diversas ameaças ao longo de seu ciclo de vida.

 

Enquanto jovens, as tartarugas marinhas são uma importante fonte de dieta para muitas espécies, como caranguejos fantasmas, aves marinhas e peixes grandes, incluindo tubarões. No entanto, esses predadores naturais geralmente estão em equilíbrio com as tartarugas, e não são um factor de extinção. O ser humano é na realidade a única espécie que representa um risco sério à sobrevivência futura das tartarugas marinhas.

 

principais ameaças às tartarugas marinhas:

  • Capturas acessórias na pesca

  • Consumo ilegal e comércio de ovos, carne e carapaça

  • Degradação do habitat de desova: desenvolvimento costeiro e erosão

  • Aquecimento global levando a populações feminizadas e mortalidade de embriões

  • Aumento do nível do mar causando mortalidade em massa de embriões

  • Plásticos e outros detritos marinhos

  • Poluição oceânica

Capturas acessórias na pesca

Nos mares as tartarugas são capturadas às centenas de milhares em redes de pesca e anzóis que eram para pescar outros organismos, mas acabam por capturar muitas tartarugas, e também golfinhos, baleias, e aves marinhas. Para além disso estão também muito ameaçadas pela poluição, principalmente o plástico, pois elas confundem os plásticos (sacos de plástico, fibras, e palhinhas, por exemplo) com alimento, então ingerem-no e acabam muitas vezes por morrer sufocadas.

Consumo ilegal e comércio de ovos, carne e carapaça

A captura ilegal de tartarugas marinhas, quer no mar quer nas praias de desova, e o roubo dos seus ovos é outra ameaça importante, sobretudo quando existe um comércio ilegal associado, incentivando estas actividades.

 

Degradação do habitat

Nas praias de desova a erosão, causada pela extracção de areia, destruição da vegetação costeira, desenvolvimento costeiro e subida do nível médio do mar, destrói muitos ninhos de tartarugas marinhas. Em casos extremos, a erosão e a presença de construções (por exemplo hotéis ou paredões) podem mesmo acabar com toda a areia na praia.

Alterações climáticas

As alterações climáticas, resultantes do excesso de gases de efeito de estufa que os humanos libertam para a atmosfera através das indústrias e da desflorestação, contribuem para o aumento da frequência de tempestades de grande intensidade e para a subida do nível do mar através da expansão térmica e do degelo. Devido a estes fenómenos, em algumas partes do mundo quase todos os ninhos são inundados e danificados pela água salgada. Por outro lado, o aumento das temperaturas de incubação dos ovos está a causar a mortalidade dos embriões em desenvolvimento.

 

O aquecimento global tem outra consequência, que é a feminização das populações (ou seja, nascerem só fêmeas). Isto acontece porque as tartarugas marinhas têm o sexo determinado através da temperatura de incubação dos ovos. Se os ovos incubarem a temperaturas mais frias (geralmente abaixo de 29ºC) nascem mais machos, enquanto que se a temperaturas mais quentes (cerca de 31ºC ou mais) nascem mais fêmeas. A temperaturas de incubação intermédias os dois sexos nascem em proporções similares (ca. 29 – 30 ºC). Com o aquecimento global do planeta a areia das praias está a ficar demasiado quente, e em algumas populações podem só nascer fêmeas! Se no futuro não houver machos para estas se reproduzirem a população extingue-se!

 

Sem a conservação, estas ameaças vão causar o declínio de muitas populações de tartarugas marinhas!