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O arquipélago dos Bijagós

Localizado ao largo da Guiné-Bissau (África Ocidental), o Arquipélago dos Bijagós (Guiné-Bissau) é um grupo de 88 ilhas e ilhotas das quais apenas 41 são habitadas (20 delas apenas temporariamente). É um santuário de fauna icónica, como as tartarugas marinhas, os manatins, hipopótamos e várias espécies de aves marinhas e aves limícolas migratórias.

 

Esta biodiversidade levou à designação da Reserva de Biosfera da UNESCO Bolama-Bijagós em 1996 e do site RAMSAR; zona húmida de importância internacional em 2013.   Este é o único arquipélago deltaico da África Ocidental. A sua área territorial é de 900 km2, mas durante a maré baixa esta área duplica devido às grandes extensões de bancos vasa e mangal que ficam a descoberto, e que são muito importantes para diversas espécies de aves.

 

O arquipélago é habitado principalmente pelo povo Bijagó, e inclui três Áreas Protegidas: o Parque Nacional de Orango (PNO); a Área Marinha Protegida da Comunidade Urok; e o Parque Nacional Marinho João Vieira - Poilão (PNMJVP).

 

As praias do arquipélago são utilizadas por quatro espécies de tartarugas marinhas para nidificação: a tartaruga-verde Chelonia mydas, a tartaruga oliva Lepidochelys olivacea, a tartaruga-de-escama Eretmochelys imbricata e a tartaruga-de-couro Dermochelys coriacea. Para além disso, nas águas dos Bijagós existem importantes áreas de alimentação e de desenvolvimento para juvenis de tartaruga-verde.

Parque Nacional Marinho João Vieira - Poilão (PNMJVP)

Criado oficialmente em Agosto de 2000, o Parque Nacional Marinho João Vieira - Poilão (PNMJVP) encontra-se situado na região sudeste do Arquipélago dos Bijagós. Cobre uma superfície de 495 km2 e compreende 4 ilhas principais - João Vieira, Cavalos, Meio e Poilão - e 3 ilhéus. Devido à sua elevada importância a nível internacional, o governo da Guiné-Bissau declarou este Parque como "Dom à Terra" no âmbito da campanha da WWF (World Wildlife Fund) em 2001. A tutela institucional pertence ao Instituto da Biodiversidade e das Áreas Protegidas (IBAP), instituição pública da Guiné-Bissau responsável pela criação e gestão das Áreas Protegidas neste país.

A ilha mais a sul do parque, Poilão, abriga a principal colónia de tartarugas-verdes da África, terceira maior do Atlântico e o sexta maior do mundo. A densidade de ninhos é muito alta, com uma média de 27000 posturas por ano distribuídas em menos de dois quilómetros de extensão de praia. As tartarugas-de-escama também nidificam regularmente na Ilha de Poilão, mas em números muito menores, com apenas seis fêmeas nidificantes por ano. As outras ilhas do parque também suportam um número significativo de ninhos de tartarugas-verdes.

Os principais objectivos do Parque são:

  • Protecção da biodiversidade e dos ecossistemas insulares;

  • Conservação das tartarugas marinhas e das aves aquáticas coloniais;

  • Protecção e valorização do património cultural Bijagó;

  • Contribuição para a regeneração dos recursos haliêuticos;

  • Desenvolvimento do Ecoturismo.

Parque Nacional de Orango (PNO)

O Parque Nacional de Orango (PNO) foi criadoa em Dezembro de 2000. Tem a maior área protegida do arquipélago, com 158 235 ha. O PNO está situado na parte sul do arquipélago (10º55'N e 15º50' - 16º22'W) e engloba as ilhas de Orango Grande, Orangozinho, Canogo, Meneque e Imbone, assim como vários ilhéus.

 

Quatro espécies de tartarugas marinhas utilizam as praias do parque durante a época de desova, as tartarugas-verdes e as tartarugas-de-escama durante a época de chuvas (Junho - Outubro), enquanto que as tartarugas-oliva e as tartarugas-de-couro desovam na época seca (Novembro - Maio).


Os hipopótamos (Hippopotamus amphibius) são outros animais carismáticos encontrados nas regiões costeiras do parque e lagunas internas. Do ponto de vista da avifauna, o PNO é de uma importância internacional para várias espécies de limícolas paleárticas e de aves marinhas coloniais como: andorinhas-do-mar (Sterna caspia e S. maxima). Também importante para o papagaio-cinzento-de-timnehh (Psittacus timneh), uma espécie rara e ameaçada na região.

Unhocomo - 1432 ha

Unhocomozinho - 377 ha

Ilhas de unhocomo E Unhocomozinho

Unhocomo e Unhocomozinho são as ilhas mais ocidentais do Arquipélago dos Bijagós. Nas águas costeiras ao redor das, ambos juvenis e adultos de tartaruga-verde podem ser avistados, durante todo o ano. A profundidade nos locais de alimentação é baixa (~ 1,5 - 2m na maré alta), e o fundo do mar é dominado por macroalgas e ocasionalmente ervas marinhas do género Halodule.

As praias de ambas as ilhas são também utilizadas por três espécies de tartarugas marinhas para a desova; a tartaruga-verde, a tartaruga-de-escama e a tartaruga oliva. No entanto, o número de ninhos aqui é reduzido, cerca de 30 registos por ano, principalmente de tartarugas-verdes.